Rápido e mal feito

Do alto de sua autoridade de homem de negócios mais bem sucedido do mundo (se a medida for a quantidade de dinheiro ganho), Bill Gates materializou, ao lançar seu último livro, o sentimento de urgência da nossa época na expressão: "na velocidade do pensamento". O livro, por sinal, é muito interessante e merece ser lido por todos aqueles que estão preocupados com o futuro de seus negócios ou de suas carreiras. Tem apenas um inconveniente que está se tornando comum aos livros de personalidades que transitam no campo da chamada administração de empresas (empresários, consultores, gurus etc.): o essencial do que é dito poderia ser colocado em um terço das páginas utilizadas. Há muita repetição desnecessária de conceitos e exemplos redundantes. Dá até a impressão de que para um livro ser respeitado ele tem que ser grosso ou de que essas personalidades, por não terem tempo de escrever, contratam redatores que saem fazendo colagens de textos anteriores, palestras e entrevistas e terminam com dificuldade de cortar o supérfluo. Talvez não se dêem conta de que ajuda a atuar na velocidade do pensamento a leitura de livros mais objetivos...

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