Greenspan, os juros e o Brasil
A autoridade monetária mais temida do planeta, Alan Greenspan, dirigente do Fed (Federal Reserve), o banco central dos EUA, comandou na terça-feira passada, mais uma vez, a elevação dos juros básicos norte-americanos em 0,5 ponto percentual, colocando-os no patamar dos 6,5% ao ano. Essa é a maior taxa desde 1991. E tem mais: manteve o viés de alta (ou seja: deve vir mais aumento por aí). Por que ele faz isso? Em uma expressão: medo da inflação e do descontrole da economia. As autoridades monetárias das economias desenvolvidas fogem da inflação e da incerteza macroeconômica como o diabo foge da cruz.