Distância suficientemente boa

Tancredo Neves foi um político emblemático da segunda metade do nosso século. Ministro de Justiça do presidente Getúlio Vargas, recebeu das mãos dele, momentos antes do mais rumoroso suicídio da história republicana, a caneta com a qual teria sido assinada a famosa carta-testamento. Parlamentar destacado, governador de Minas Gerais, presidente eleito, Tancredo, adoecendo na véspera da posse, morreu sem realizar o sonho para o qual se preparou a vida inteira. Todavia, deixou um legado político que inclui diversas histórias, observações sagazes e frases que lhes são atribuídas, dentre elas a seguinte:

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Quem não quer ser freguês?

A palavra está desgastada porque historicamente foi substituída por cliente. Mas o que conta é o espírito dela. Freguês era aquela pessoa conhecida pelo padeiro, merceeiro, açougueiro, verdureiro, farmacêutico etc. Todos sabiam seu nome, seus hábitos de consumo, concediam-lhe crédito sem qualquer exigência burocrática, perguntavam pela família, faziam sugestões, opinavam. Em suma, alguém que existia fisicamente e era reconhecido em sua singularidade. Era um integrante da freguesia (coletivo de freguês mas, também, paróquia, circunscrição territorial, proximidade...).

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Cronicamente inviável?

Há um filme brasileiro recentemente lançado com este título: "Cronicamente Inviável." É do cineasta paranaense, radicado em São Paulo, Sérgio Bianchi. A força da película está, segundo Fernando de Barros e Silva, editor do "Painel" da Folha de S.Paulo (na edição de 13.07.2000), na "abordagem antropológica que faz do Brasil, como se nos dissesse que somos uma ’sociedade de índios’, que sobrevive e se reproduz idêntica a si mesma há 500 anos, não apesar, mas justamente por ser cronicamente inviável (...) sua história é circular - ou gaguejante - e o progresso nela se faz à custa do atraso, que reproduz indefinidamente, deixando intacta a desigualdade social, o tema do filme."

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É comum dizer que a competição acirrada causa estresse. Associando as atividades empresariais à imagem da guerra ("marketing de guerra", "estratégias de guerra", "a arte da guerra para executivos", etc), a idéia se reforça com a imagem de que competir é estar numa "luta de vida ou morte".

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Bom técnico , bom gerente?

As pesquisas e a observação da realidade das empresas evidenciam a seguinte situação: a grande maioria das pessoas que ocupam função gerencial (diretores, gerentes, chefes, supervisores etc.) chegou a essa condição como resultado do bom desempenho na carreira técnica. Como uma espécie de "prêmio" por ter sido um bom técnico.

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