Vontade da maioria na Câmaraexpõe fragilidade da democracia no Brasil
A grande derrota do governo na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, quando Severino Cavalcanti (PP/PE) venceu o candidato da situação Luiz Eduardo Greenhalgh (PT/SP), no segundo turno, por desmoralizantes 300 votos a 195, chama a atenção, dentre outras, para duas questões importantes: (1) ao contrário do que faz crer a cobertura padrão da mídia, o que houve não foi a vitória de uma minoria, o "baixo clero", apoiada circunstancialmente pelos descontentes com o governo mas, sim, uma vitória da maioria da Câmara; e (2) a fragilidade desconcertante dos partidos políticos, exposta ao vivo e a cores, antes e depois do processo eleitoral.