Os juros e o crescimento do país

O Copom (Comitê de Política Econômica do Banco Central), reunido na semana passada, resolveu manter a taxa básica de juros brasileira (a chamada Selic) em 18,5% ao ano (a norte-americana, aumentada na semana anterior, está em 6,5% ao ano). É, segundo a revista Dinheiro, "a taxa de juro real mais espetacular do planeta", embora a economia brasileira "esteja longe de ser a economia mais arriscada do mundo". E olhe que já esteve na casa dos 45%, após a crise da Rússia, dos 41%, após a crise da Ã?sia e dos 43%, após a desvalorização do real, em janeiro/99.

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Greenspan, os juros e o Brasil

A autoridade monetária mais temida do planeta, Alan Greenspan, dirigente do Fed (Federal Reserve), o banco central dos EUA, comandou na terça-feira passada, mais uma vez, a elevação dos juros básicos norte-americanos em 0,5 ponto percentual, colocando-os no patamar dos 6,5% ao ano. Essa é a maior taxa desde 1991. E tem mais: manteve o viés de alta (ou seja: deve vir mais aumento por aí). Por que ele faz isso? Em uma expressão: medo da inflação e do descontrole da economia. As autoridades monetárias das economias desenvolvidas fogem da inflação e da incerteza macroeconômica como o diabo foge da cruz.

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Qual é mesmo o problema?

A pergunta parece tola (e talvez seja, mesmo) mas é muito pouco feita no dia-a-dia das empresas e organizações. O que mais se vê são pessoas procurando, às vezes desesperadamente, soluções para problemas que desconhecem ou que não estão adequadamente formulados. Por que será que isso acontece? O ex-ministro do Planejamento João Sayad arrisca uma resposta:

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O que falta para dar certo

Nos dois números anteriores, o C&T, sob a influência das comemorações alusivas aos 500 anos do "achamento" do Brasil pelos portugueses, tratou do porquê de o país não ter, ainda, "dado certo" e apontou algumas razões para acreditar num futuro melhor. Neste número, terceiro e último dessa série, são relacionadas aquelas que parecem ser as "linhas mestras" do sucesso, o "caminho das pedras" em direção a um futuro menos injusto. Horácio Lafer Piva, presidente da Federação das Indústria do Estado de São Paulo, citou em artigo o que considera sejam os aspectos facilitadores do país para desenvolver-se:

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Razões para acreditar

No dia dedicado ao trabalho, passadas as comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil mas ainda sob sua influência, vale uma reflexão: que razões podemos ter para acreditar no futuro do país onde vivemos e trabalhamos, apesar do seu passado de tropeços? Dito de um modo mais direto: dá para acreditar que temos um futuro viável? Uma precaução, de partida: a visão das dificuldades do passado não nos deve cegar para as potencialidades do futuro. Sobretudo, quando elas estão à vista, desde de que olhadas de uma perspectiva que ajude a buscar, hoje, rumos para esse futuro, com a determinação de não esperar mais "outros quinhentos.".. anos para ver no que dá.

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