Que 2003 seja melhor do queas melhores projeções para o futuro
Final de ano é uma época propícia para fazer um balanço sobre o período passado e para fazer projeções sobre o período futuro.
Final de ano é uma época propícia para fazer um balanço sobre o período passado e para fazer projeções sobre o período futuro.
Como qualquer projeto que se inicia, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser objeto de um planejamento estratégico. Se usarmos as categorias básicas do processo de planejamento, como a matriz SWOT (ameaças, oportunidades, forças, fraquezas), o desafio para 2003 e as prioridades, obteremos algo semelhante ao que se segue.
O Gestão Hoje, ao longo da era FHC, nunca se furtou de fazer as críticas que julgou pertinentes ao desempenho do governo e às atitudes presidenciais equivocadas (basta acessar o site www.gestãohoje.com.br e digitar "FHC" no local de busca para verificar todos os números que tratam do tema).
Na publicação "Brasil em Exame", de 27.11.2002, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, referindo-se à observação de um dos participantes do debate "Cenários: Como Administrar 2003", registrou a frase do título, em relação às perspectivas do governo Lula no próximo ano.
Do ponto de vista empresarial, final de ano e começo de ano novo é época de balanço estratégico. De refazer o exercício de planejamento estratégico com o objetivo de ajustar o foco para o ano que começa.
Em recente evento da Câmara Americana de Comércio em São Paulo (Business Round Up 2002), Celso Pinto, Diretor de Redação e colunista do jornal Valor Econômico (co-patrocinador do evento), expôs o que considera serão os principais constrangimentos / restrições do governo Lula em 2003.
Para o bem ou para o mal, 2003 não será, do ponto de vista macroeconômico, um ano fácil. Para o bem, se o governo que entra conseguir contornar as dificuldades herdadas do governo que sai e chegar em 2004 apto a imprimir sua marca própria (mais social), preservando a estabilidade. Para o mal, se não conseguir fazer isso.
Amainada um pouco a euforia decorrente da grande vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, começam a ficar evidentes alguns aspectos importantes do fenômeno ocorrido que recomendam um pouco de reflexão para iluminar as projeções do que pode vir a ocorrer no futuro.
Ao contrário do que ocorreu nos meses anteriores à eleição, os chamados mercados financeiros deram, na semana passada, sinais de boa vontade para com o presidente eleito.
Concluída a maior eleição da história brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva chega à Presidência da República, no dia do seu aniversário de 57 anos, pilotando a mais forte manifestação popular por mudanças no Brasil desde o movimento Diretas Já, em 1984.