Responsabilidade Social
Esta definição de FHC, feita quando ainda era candidato concorrendo pela primeira vez à Presidência da República, continua hoje tão atual e própria como era no momento em que foi formulada pela primeira vez.
Esta definição de FHC, feita quando ainda era candidato concorrendo pela primeira vez à Presidência da República, continua hoje tão atual e própria como era no momento em que foi formulada pela primeira vez.
Pela primeira vez na sua história, o Conjuntura & Tendências sai com data de domingo e não de segunda-feira. Por um motivo especial: hoje (10.10) a TGI Consultoria em Gestão, numa feliz coincidência de 10, comemora 10 anos de idade e a ampliação do seu quadro para 10 sócios (com a entrada de 4 novos).
Antônio Delfim Netto, 70 anos, deputado federal pelo PPB-SP, ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento foi, desde o início do Plano Real, o mais contundente e sistemático crítico do que chamava "armadilha da estabilização" e se traduzia por: câmbio valorizado, juros astronômicos e exportações deprimidas que impediam o país de crescer a taxas de 6% ao ano para atender a demanda por empregos e combater o déficit público com o aumento "sadio" da arrecadação de impostos, não com a ampliação da já alta carga tributária. O registro de sua crítica vem sendo feita pelo Conjuntura & Tendências desde 1996 (ver números 68, 84 e 121).
À primeira vista parece uma coisa óbvia, mas não é. A prática da atividade de consultoria a empresas permite visualizar com clareza como não é fácil responder satisfatoriamente a quatro perguntas aparentemente tolas:
A respeito do Conjuntura & Tendências 236, intitulado "Crise de Credibilidade", alguns leitores manifestaram a opinião de que estava excessivamente pessimista quanto às perspectivas do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Diante dessas avaliações vale a pena alguns comentários.
Parece uma coisa óbvia, mas não é. Apesar de todos os especialistas em marketing sempre repetirem isso, a questão não é muito bem considerada no dia-a-dia das empresas, sobretudo naquelas onde não há a prática de anunciar os produtos e, portanto, não se conta com o apoio regular de uma agência de propaganda.
Não é fácil fazer prognóstico quando o tema é mudança de atitudes nas pessoas, seja no sentido positivo (mudar), seja no negativo (não mudar). Algumas vezes, pessoas em que o gerente faz uma aposta alta, ficam muito aquém das expectativas, revelando-se com um nível de resistência elevado, atitudes inflexíveis, indisponibilidade e, até mesmo, recusa a envolver-se com as mudanças necessárias. Outras vezes, pessoas em quem ninguém apostava nada, surpreendem com atitudes inesperadas, melhorando o desempenho e revelando talentos até então insuspeitados.
Com a popularidade em queda livre, o presidente Fernando Henrique Cardoso atinge os mais altos índices de rejeição de seu governo, equiparando-se àqueles atingidos por José Sarney e Fernando Collor quando deixaram o Palácio do Planalto. (E, o que é mais grave, FHC está apenas no início do seu novo mandato). Com baixa popularidade, todo governo entra no inferno astral e fica desacreditado.
Em 1937 Assis Valente, um dos mais criativos compositores populares da música brasileira compôs um notável samba chamado "E O Mundo Não Se Acabou". Gravada no ano seguinte com sucesso imediato por Cármen Miranda e regravada em 1998 por Paula Toller em interpretação tão boa quanto irreverente, a música é uma bem-humoradíssima sátira sobre o fim do mundo por eclipses e colisões de cometas com a terra.
Em seu mais recente livro, o excelente "Marketing para o Século XXI - Como Criar, Conquistar e Dominar Mercados" (Editora Futura, São Paulo, 1999), Philip Kotler, avança na defesa da tese de que o marketing de massas está em crise e, com ele, o reinado soberano dos chamados meios de comunicação de massa (poucas grandes redes de televisão, poucos jornais e revistas de grande circulação).